Indústrias médicas querem redução de impostos para evitar demissões
Segundo o Sindicato da Indústria de Artigos e Equipamentos Odontológicos, Médicos e Hospitalares de São Paulo (SINAEMO) as empresas do setor odonto-médico-hospitalar devem demitir porque dependem de crédito e enfrentam diminuição de mercado, falta de capital de giro e carga tributária elevada.
O diretor-executivo do Sinaemo, Hely Maestrello, disse que a redução no fluxo de caixa é reflexo da dificuldade de recebimento de vendas efetuadas. O maior problema está, segundo ele, principalmente junto aos governos federal, estadual e municipal, que respondem por cerca de 50% dos clientes do setor.
"Há um pedido de aumento de prazo para o recebimento; em contrapartida, os impostos precisam ser pagos assim que ocorre o faturamento. Há uma discordância entre a carência de pagamentos que tem estrangulado as contas das empresas. Por conta disso, as empresas precisam ainda financiar os impostos", explica Maestrello.
Sistema tributário atrapalha produção brasileira
Somada a falta de recursos para pagar os encargos, o segmento esbarra na falta de crédito no mercado. "Enquanto na maioria dos países o setor da saúde não paga imposto para diminuir o custo final para a população, no Brasil nossas empresas precisam buscar financiamento para quitar impostos altamente taxados. Isso é preocupante", avalia Maestrello.
O sistema tributário desestimula também a produção nacional, visto que é menos oneroso importar produtos e distribuí-los no país. "Ao invés de gerar empregos no Brasil, os impostos fomentam o emprego no exterior", diz o executivo.
Guia Prático do Imposto de Renda 2011